Topo
As 3 diferenças entre Lucro Real e Lucro Presumido

As 3 diferenças entre Lucro Real e Lucro Presumido

Ao abrir uma empresa, deve-se levar em consideração uma série de fatores, para que seu desenvolvimento se dê dentro da lei e com o mínimo de dificuldades possível. Um fator determinante no sucesso do negócio é o regime de tributação, etapa fundamental de um planejamento tributário. Dois regimes conhecidos são lucro real e lucro presumido.

Apresentamos algumas diferenças entre eles para auxiliar na sua escolha, uma vez que influenciam no cálculo do imposto de renda de pessoa jurídica (IRPJ), CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), PIS e COFINS.

Lucro Real e Lucro Presumido

Lucro real é um regime em que se apura a lucratividade real somente após a verificação do lucro líquido de cada ano ou período. A partir disso, se calcula IRPJ e CSLL, e os encargos aumentam ou diminuem conforme a apuração.

O lucro presumido pode ser adotado pelas empresas que não têm obrigação de adotar o lucro real. É um regime que adota uma fórmula de tributação simplificada para determinar a base de cálculo do IRPJ e da CSLL.

Obrigatoriedade do Lucro Real

Empresas que exercem atividades específicas, como as instituições financeiras ou factoring, ou que aufiram receita bruta anual superior a R$48 milhões são obrigadas a adotar o regime de lucro real.

Além disso, a adoção deste tipo acarreta ao empreendedor a obrigatoriedade de apresentar diversas declarações e controles contábeis financeiros à Receita Federal.

Por outro lado, não há nenhum critério que obrigue uma empresa a adotar o Lucro Presumido, bem como não há exigência a respeito da apresentação desses documentos à Receita.

Apuração do IRPJ e da CSLL

No lucro presumido, a apuração desses dois tributos é realizada em cima da base de cálculo fixada na legislação, que é uma margem de lucro específica, presumida, que varia conforme a atividade da empresa:

  • Regra geral: margem presumida de 8% (IRPJ) ou 12% (CSLL) da receita bruta;
  • Prestação de serviços: margem presumida de 32% para os dois tributos.

Há um risco evidente deste regime de tributação: a empresa pode pagar mais imposto do que deve, nos casos em que sua margem de lucro for menor do que a fixada na lei. Por outro lado, se ela obteve uma margem maior, a tributação recai na porcentagem presumida.

No lucro real, o cálculo de IRPJ e de CSLL se dá sobre o lucro efetivamente auferido, com as adições, exclusões e compensações previstas em lei. Não há uma margem presumida, o que significa dizer que se a empresa ficar no prejuízo no ano, não precisará recolher os tributos.

Apuração de PIS e COFINS

O PIS e o COFINS podem ser arrecadados em dois regimes:

  • Cumulativo: a alíquota total é de 3,65% sobre o faturamento, não existindo direito ao abatimento de créditos.
  • Não cumulativo: a alíquota total é de 9,25% sobre o faturamento, e a empresa poderá descontar créditos calculados com base em fatores como consumo de energia elétrica, valor dos insumos adquiridos, montante da depreciação de ativos, dentre outros.

A empresa que opta pelo lucro presumido arrecada PIS e COFINS pelo regime cumulativo. De modo contrário, a optante pelo lucro real os arrecada pelo regime não cumulativo.

As diferenças entre os regimes de lucro real e lucro presumido não indicam um melhor ou mais indicado, sendo que sua definição deve ser feita por um profissional qualificado que leve em consideração a realidade do negócio. Se precisar de ajuda, conte conosco!

Pergunte a um especialista e receba a resposta gratuitamente no seu e-mail.